Alémfado

Alemfado is the result of a commission by the pianist João Vasco and the Lisbon Fado Museum. Eight renowned classical and jazz Portuguese composers were charged with the task of arranging twelve of the best known Fados (sung by Amália Rodrigues and Mariza). Afterer the concerts in Portugal, Brazil, Germany, France and Belgium and in harmony with the spirit of transversality that has underlain this initiative since  its inception, we now suggest the expansion of this contemporary take on Fado through the art of video. The recital is now accompanied by the projection of a video about Lisbon, which unveils the beauty of its nostalgic countenance and rediscovers the most typical “bairros” of the city, whose history is intertwined with the history of Fado itself.  We believe that the audacity of recreating a musical style so strong and defined as Fado, endowing it with a conceptual nature, procedures and interpretation closer to Jazz, classical and contemporary music, and illustrating them with the colors of Lisbon, may represent another step towards the full artistic transversality in which we strongly believe. Alémfado was sponsored exclusively by the Fado Museum/EGEAC.

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“Alémfado” resulta da encomenda feita pelo pianista João Vasco e pelo Museu do Fado a oito músicos portugueses do universo do Jazz e da música erudita/contemporânea. O desafio proposto foi o de recriar, para piano solo, uma compilação de fados retirados do grande repertório deste género e duas obras para guitarra portuguesa de Carlos Paredes. Ao músico e compositor Mário Laginha propôs-se ainda a criação de um fado original. Após apresentações em Portugal, Brasil e Alemanha, e em sintonia com o carácter de transversalidade que alicerça este conceito desde a sua génese, sugerimos agora a ampliação deste “olhar contemporâneo” sobre o Fado através da imagem. O recital é agora acompanhado pela projecção de um vídeo com imagens de Lisboa, desvendando a beleza que o seu semblante mais nostálgico encerra e redescobrindo os bairros mais típicos da cidade, cuja história se confunde com a própria história do Fado. Já apresentado, total ou parcialmente, em Portugal, França, Alemanha e Brasil, “Alémfado” teve o patrocínio exclusivo do Museu do Fado, onde foi estreado em 2010. Cremos que a (porventura) ousadia de recriar obras musicais de estilo tão forte e vincado, dotando-as de um carácter conceptual, processual e interpretativo próprio dos universos do jazz e da música contemporânea e ilustrando-as com as cores de Lisboa, poderá representar mais um passo no sentido da transversalidade artística plena, sem dúvida valência maior no desenvolvimento cultural das próximas décadas.

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“Ouvi emocionado o concerto de lançamento do CD ALÉMFADO no seu próprio museu: o Museu do Fado. O João Vasco acarinhou este projecto com todo o enlevo. E nota-se: logo que ouvimos os primeiros acordes de cada número ficamos rendidos não só à extrema qualidade dos arranjos (mais a mais tão diversa) bem como à extrema musicalidade do João Vasco, na capacidade fina que teve de os perscutar até ao âmago da sua portugalidade. É um belo, um belíssimo objecto artístico.”
Eurico Carrapatoso Compositor, Lisboa
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“(…) O trabalho ALÉMFADO do pianista João Vasco é um excelente contributo para esta renovação. Graças à preciosa colaboração de alguns compositores, este CD permite olhar o fado numa perspectiva nova, diversificada e criativa. Apesar da ausência da voz e das guitarras, a arte e belíssimo som que João Vasco obtém do seu piano servem em pleno esse objectivo já que toda a sua fina sensibilidade valoriza de forma notável o enorme potencial de universalidade que o fado sempre revelou e de cuja evolução se poderão ainda esperar novas e acrescidas confirmações”
Miguel Henriques Pianista/Maestro, Cascais
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“E agora, senhoras e senhoras, silêncio que se vai despir o fado. João Vasco vai sentar-se ao piano, tirar voz e letra a alguns dos fados que o leitor melhor conhece e recriá-los.” “Podemos garantir-lhe: João Vasco despe o fado. Mas a seguir veste-o a rigor, (…) ainda bem”

Ângela Marques in “Outlook” Suplemento Cultural do “Diário Económico”
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“Neste “jogo de escondidas” renovado faixa a faixa e que imprime um ritmo de per si à audição, a “palma” vai para a versão do Barco Negro de João Madureira: reinventa por completo o original, num jogo livre de memorias várias

Bernardo Mariano in Diário de Notícias
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